quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A escolha e o erro como aprendizdo

Como você se encontra hoje, inteiro ou aos pedaços?
Se você não viver intensamente cada momento de sua vida como se fosse o último, perceberá logo que o tempo voa. Se você parar no tempo a espera de algo acontecer, perceberá tarde que o amor não chega, a musica não toca, as pessoas se afastam, as oportunidades são perdidas, as estações mudam e o coração esfria cada dia mais, pois a alegria se torna tristeza, a espera vira ansiedade e a esperança transforma num medo enorme de não consegui recomeçar outra vez.
Levante agora mesmo, esteja onde estiver e reflita, nesse momento. 
1. Quantos anos você tem?
2. Quem te guiou até agora?
3. Como sustentou-se até essa idade?
Pois bem! Você tem consciência  de que lutou muito quando ainda nem conhecia esse mundo, para sair do útero de sua mãe? E você conseguiu. Depois, sem falar uma só palavra, você obteve alimento, carinho e atenção? Mais tarde, deu seus primeiros passos, começou fazer suas escolhas...criou asas e voou. Em que parte do caminho você se perdeu? Lembra-se? Que bom que se lembrou, pois assim tem duas opções:  A primeira é tentar consertar o erro. Caso não seja possível, a outra opção é não cometer o mesmo erro daqui para frente. Isso já é um grande aprendizado.
Viva da melhor forma possível, em paz com sua consciência. Declare seu amor, carinho e compaixão com todos, independente da opinião alheia, pois amor quanto mais é doado mais se recebe. Isto é a lei de causa e efeito. Pense nisso. Muita Luz e Muita Paz.

Cláudia Camargo 
  

terça-feira, 9 de novembro de 2010

*O preço das decisões*

Hoje tenho consciencia que para cada escolha na vida sempre há uma renuncia. Foi muito dificil assimilar isso. Se você tem a oportunidade de refletir sobre isso, vai se preparando para viver cada dia e suas atribuiçoes com resiliencia.
Para aquelas pessoas muito ambiciosas, que tudo querem sem pensar no preço que terá de pagar posteriormente, só digo que o tempo passa e o desejo se torna um circulo vicioso. Quanto mais se obtem mais se deseja...Se cair a ficha, muitas vezes depois de anos de psicoterapia é que se percebe o quanto deixou-se de ganhar.
Eu estudei muito, viajei bastante, fui aventureira impulsiva, tornei-me independente as 13 anos. Curti tudo o que idealizava na imaturidade, tive tudo que se possa desejar uma mocinha dos 13 aos 26 anos. O que eu mais desejava era minha independencia total. Aos 27 anos comecei sentir falta do mais importante para mim, uma familia, pois abandonei a minha para viver utopias. Hoje eu tenho uma casa mas não é um lar, falta o aconchego das crianças, hoje eu tenho uma carro mas estou impossibilitada de dirigir, tenho conhecimento científico mas não estou conseguindo transmitir, quero ser mãe e não posso. Enfim, eu quis o silencio e hoje eu  tenho o vazio da solidão. Eu queria ter maturidade para ser mãe, hoje meu utero esta debilitado...
Reflita, caro leitor, para cada escolha que fiz e me senti o máximo por alguns minutos ou segundos, hoje percebo que estava destruindo possibilidades. Eu só enxergava com os olhos da carne. Minha alma estava cega cega.
Mas nada está  perdido, pois por meio da dor encontrei forças para voltar a escrever e pretendo colocar neste cantinho virtual algumas partes dessa história.

PS: Nada esta perdido, pois a cada dia Deus nos dá um novo amanhecer para recomeçarmos.

"De volta ao ninho"

Depois de mais de 19 anos morando na Europa, Juliet retornou à cidade natal para descansar e rever os parentes que ainda moravam ali. Depois dessa viagem de férias a vida de Juliet nunca mais foi a mesma, pois descobrira, 26 anos mais tarde, que sua vida precisava de um novo rumo. Na companhia de seu marido e filhos desembarcou aqui no Brasil, muito feliz pois reencontrou no campo, numa cidade do interior de Minas Gerais, onde nascera,  a serenidade perdida desde a conturbada adolescencia que a afastara de suas origens na tenra idade.
Baseado numa historia real publicada em julho de 2009 na revista Bons Fluidos, ed, 124